O CEC é considerado um dos cânceres de pele mais comum na população geral.

O seu desenvolvimento está intimamente relacionado com o tipo de pele, e principalmente a exposição solar excessiva durante a vida.

O CEC apresenta vários estágios no seu desenvolvimento, passando por lesões iniciais, ou “pré-malignas”, como as queratoses actínicas, lesões localizadas, ou in situ, como a doença de Bowen e a Eritroplasia de Queyrat, até seu desenvolvimento pleno, quando finalmente pode ser chamado de Carcinoma Espinocelular. Nesse estágio, considera-se que ele já tenha se expandido a partir da epiderme, local do seu surgimento, e invadido a derme, sendo considerado, portanto, um câncer invasivo.

O CEC tem capacidade de desenvolver metástases, ou seja, espalhar para outros tecidos e órgãos. Felizmente, a frequência das metástases geralmente é baixa.

Bem como para as queratoses actínica, também existem diferentes opções de tratamento para o CEC, incluindo:

  • Cirurgia convencional;

  • Crioterapia;

  • Curetagem;

  • Eletrocauterização;

  • Terapia fotodinâmica;

  • Quimioterápicos de uso local;

  • Entre outros.


A escolha do tratamento deve levar em consideração diversos fatores, principalmente o tipo de CEC diagnosticado pelo exame dermatológico e pela biópsia da pele.

CEC in situ:

    • Geralmente se manifesta por placa eritematosa, ou avermelhada, brilhante e bem delimitada, principalmente nas áreas mais expostas ao Sol;

  • Eritroplasia de Queyrat

    • Representa o CEC in situ, quando localizado na região genital. No pênis, a manifestação ocorre pela presença de uma área avermelhada, frequentemente erosada, com as bordas bem delimitadas.

Queratoacantoma

Os queratoacantomas, lesões tumorais exuberantes que podem surgir e crescer rapidamente na pele, são descritos aqui, pois são considerados por muitos dermatologistas como uma variante do CEC. Alguns dermatologistas os consideram de caráter benigno, pois podem regredir espontaneamente.


Apesar de existirem várias formas de apresentação dos queratoacantomas, a forma mais comum é a de lesão única, semelhante a um nódulo endurecido na superfície da pele, com uma ulceração central, cercado por uma borda bem definida.


O tratamento para esse tumor também deve levar em consideração fatores como tamanho, localização da lesão, número de lesões, entre outros. Cirurgia convencional pode ser realizada, com excelentes resultados.



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