O herpes simples é uma doença viral que acomete a população de forma geral, sem preferencia por sexo, idade e outros fatores. Acredita-se que mais de 85% da população tenha o vírus do herpes no organismo, porém ele se manifesta em cerca de 10% das pessoas.

Existem dois tipos de vírus que causam o herpes, o herpes simples tipo 1 (HSV-1) e o herpes simples tipo 2 (HSV-2). A diferença está relacionada a pequenas alterações em sua estrutura. Na maioria das vezes, o HSV-1 é o responsável pelo herpes da região labial, e o HSV-2 da região genital.

A transmissão do vírus do herpes ocorre de uma pessoa para outra, pois o ser humano é o único portador natural desse vírus. Pode ser transmitido por saliva, por contato íntimo ou por contato direto com a pele afetada.

Características clínicas:

A lesão clássica do herpes é a vesícula, que pode ser entendida como uma pequena “bolha” com líquido claro no seu interior.

Geralmente na primeira manifestação do herpes, a infecção pode ser um pouco mais acentuada, com maior número de vesículas, e até mesmo com sintomas mais significativos, como febre, dor, mal-estar, cefaleia e outros.

Nas manifestações subsequentes, a infecção tende a ser mais branda, caracterizando apenas por um período de queimação ou formigamento anterior ao surgimento das vesículas, sintomas chamados de pródromos.

Após esse período, surgem então as vesículas, que se apresentam agrupadas na área dos sintomas anteriores. As lesões apresentam uma evolução que varia de 3 a 7 dias, e apresentam cura espontânea dentro desse período.

Na região genital, as vesículas rompem-se rapidamente, deixando as lesões com aspecto de pequenas ulcerações ou erosões avermelhadas. Por essa maior fragilidade do tecido, dificilmente o paciente irá observar vesículas nessa região.

Importante ressaltar que o herpes simples pode se manifestar em qualquer área do corpo, sendo as lesões da região labial da região genital as mais frequentes e clássicas dessa infecção.

Alguns pacientes apresentam um ou pouquíssimos episódios durante a vida, enquanto outros podem apresentar vários episódios de herpes em períodos muito curtos, chegando a 3 ou 4 por ano.

O diagnóstico é clínico, sendo feito pelo exame do médico dermatologista e pela história clínica do paciente.

O tratamento deve ser feito logo no inicio, com o uso de antivirais por via oral, o que pode encurtar o tempo de evolução da infecção e prolongar o período entre um episódio e outro.



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