Pigmentação da pele e Hipomelanose Macular

A pigmentação da pele é a combinação de uma série de fatores, entre eles, destacam-se a quantidade e o tipo de melanina produzida na pele, a presença de vasos sanguíneos, e a espessura do estrato córneo.

A melanina, que é o pigmento básico que confere a cor da pele, é formada dentro das células chamadas melanócitos. Os melanócitos utilizam as estruturas conhecidas como melanossomos para produzir a melanina, a partir da substancia tirosina, com o auxilio da enzima tirosinase.

Após a produção da melanina pelos melanócitos, os melanossomos, contendo a melanina, são levados até as outras células que compõe a pele, os ceratinócitos, e a partir daí, esses melanossomos fornecem melanina para os ceratinócitos na pele.

As diferenças de cor da pele entre as pessoas e raças são decorrentes da quantidade de melanina produzida nos melanossomos, do números de melanossomos, e da própria distribuição dos melanossomos entres os ceratinócitos da pele.

As doenças da pele com alteração da pigmentação relacionam-se com distúrbios dos melanócitos, tanto em relação à sua própria presença na pele, como na sua capacidade de produzir melanina. Em algumas alterações da pigmentação da pele, os distúrbios estão na distribuição dos melanossomos por entre as células, ou no tipo de melanina produzida.

Hipomelanose Macular (Progressiva)

A hipomelanose macular ou hipomelanose macular progressiva é um distúrbio da pigmentação da pele muito comum, mais frequentes nos indivíduos do sexo feminino e de pele escura, podendo acometer também homens e indivíduos de pele clara.

Esse distúrbio é caracterizado por manchas (máculas) claras (hipopigmentada) geralmente localizadas no dorso. Apesar de não ser comum, as manchas podem se estender para as pernas, braços e outras áreas do corpo.

Não existem outros sintomas associados, como coceira, dor, inflamação ou descamação, sendo a alteração da coloração da pele o único sinal da hipomelanose. Alguns pacientes são erroneamente diagnosticados como tendo pitiríase versicolor (ou “pano branco”), pois as manchas podem ser parecidas e geralmente estão na mesma localização.

Ainda não se sabe ao certo o que causa a hipomelanose macular, mas é possível observar no exame da pele através do microscópico (biópsia da pele) a redução do pigmento na pele e a alteração das estruturas conhecidas como melanossomos. A bactéria Propionibacterium acnes, presente no interior dos folículos dos pelos, parece estar envolvida com o processo.

Não existe tratamento definitivo para a hipomelanose macular, mas a fototerapia (PUVA ou UVB-Narrow Band), associada ao uso tópico de alguns medicamentos tem demonstrado bons resultados.


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