Pigmentação da pele é a combinação de uma série de fatores, entre eles, destacam-se a quantidade e o tipo de melanina produzida na pele, a presença de vasos sanguíneos, e a espessura do estrato córneo.

A melanina, que é o pigmento básico que confere a cor da pele, é formada dentro das células chamadas melanócitos. Os melanócitos utilizam as estruturas conhecidas como melanossomos para produzir a melanina, a partir da substancia tirosina, com o auxilio da enzima tirosinase.

Após a produção da melanina pelos melanócitos, os melanossomos, contendo a melanina, são levados até as outras células que compõe a pele, os ceratinócitos, e a partir daí, esses melanossomos fornecem melanina para os ceratinócitos na pele.

As diferenças de cor da pele entre as pessoas e raças são decorrentes da quantidade de melanina produzida nos melanossomos, do números de melanossomos, e da própria distribuição dos melanossomos entres os ceratinócitos da pele.

As doenças da pele com alteração da pigmentação relacionam-se com distúrbios dos melanócitos, tanto em relação à sua própria presença na pele, como na sua capacidade de produzir melanina. Em algumas alterações da pigmentação da pele, os distúrbios estão na distribuição dos melanossomos por entre as células, ou no tipo de melanina produzida.
 
Melasma
 
Melasma é uma alteração da pigmentação da pele que ocorre geralmente na face, na maioria dos casos nas mulheres, embora os homens também possam ser afetados.

Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente nas mulheres após os 25 anos de idade.

A predisposição constitucional, determinada pela raça e hereditariedade, é bem evidente, sendo mais frequente naqueles pacientes com a pele morena ou parda.

A exposição solar é o principal fator desencadeante, pois a radiação ultravioleta estimula a atividade dos melanócitos, que produzem mais pigmentos.

A relação com gravidez e terapias hormonais não está bem esclarecida, mas sabe-se que esses são fatores relacionados ao surgimento das manchas na pele. O melasma já foi aceito como sendo uma “mancha da gravidez”, também chamada de cloasma.

A manifestação clínica do melasma é fácil de ser reconhecida, sendo caracterizada pela presença de manchas acastanhadas ou escuras localizadas na face. Geralmente acomete a região dos malares, a região frontal e o lábio superior.

O tratamento do melasma ainda represente um grande desafio ao dermatologista e aos pacientes, pois os produtos utilizados, apesar de promoverem a redução das manchas, não são capazes de impedir a piora do melasma em outro momento.

Hoje recomenda-se que além do tratamento para o clareamento das manchas, um tratamento de manutenção seja realizado. A proteção solar também deve ser mantida com regularidade, durante e após os períodos de tratamento.


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