A pitiríase rósea é uma doença inflamatória da pele caracterizada pelo surgimento de lesões em forma de placas avermelhadas, com discreta escamação. Foi descrita pelo médico francês Camille Melchior Gibert em 1860, porém ainda é pouco conhecida dos pacientes em geral.

O quadro clínico é bem característico, geralmente com surgimento de uma lesão precursora maior, chamada de placa “mãe”, e desenvolvimento posterior de outras lesões menores, que se distribuem ao longo do corpo, afetando principalmente o tronco. Geralmente poupa a face, as mãos, os pés e a região genital. Após espalharem-se pelo corpo, as lesões gradualmente começam a desaparecer e o quadro tende a melhorar por completo por volta de 8 semanas após o início.

A coceira, embora descrita pela literatura científica como ausente, é relatada com frequência pelos pacientes, principalmente no início do quadro, ou durante o surgimento das lesões.

Ocorre mais comumente em pessoas entre os 15 e 40 anos de idade, sendo as mulheres mais acometidas. Relatos indicam que é mais comum na primavera e no outono, porém em nosso meio a pitiríase rósea é diagnosticada com frequência também no verão.

A causa, apesar de incerta, é aceita pela maioria dos pesquisadores como sendo de etiologia viral, pois o vírus do herpes (HHV), dos tipos 6 e 7, foram identificados na pele e no sangue dos pacientes com a doença. Porém, apesar da possibilidade da etiologia viral, a pitiríase rósea de Gibert não é considerada uma doença contagiosa.

Às vezes o quadro clínico pode ser semelhante ao de outras dermatoses, como micoses (dermatofitoses), psoríase e sífilis. Nesses casos, a investigação dessas doenças está indicada.

O tratamento na maioria das vezes não é necessário, pois a doença tem evolução benigna e autolimitada, evoluindo para cura em 4 a 8 semanas. O tratamento de alguns sintomas pode ser feito, como o uso do anti-histamínico para a coceira, quando presente.

fototerapia UVB-NB também pode ser indicada para acelerar a melhora das lesões da pele.


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